Parques no Distrito Federal: Oásis de bem-estar e qualidade de vida

Já pensou em ter um espaço verde, amplo e acessível para se exercitar, passear ou apenas relaxar? Em meio à rotina intensa, desfrutar de momentos na natureza se torna quase um luxo, especialmente para quem reside em lugares pequenos, como apartamentos. No Distrito Federal, existem mais de 70 parques ecológicos e urbanos distribuídos em diversas regiões administrativas.

Com 89 hectares repletos de natureza, lagos, ciclovias e várias outras atrações, o Taguaparque é o local preferido por Milene Ferreira, de 22 anos, para passear todos os dias com sua filha, Ísis dos Santos, de 3 anos. Como ela mora em um apartamento na área comercial da cidade, o parque em Taguatinga é perfeito para a menina brincar ao ar livre e para a mãe se exercitar. “No carnaval, teve muitas atividades para as crianças. Foi uma experiência muito boa”, disse a atendente de farmácia.

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Enquanto Milene conversava com a equipe, Ísis aproveitava para brincar na areia do parquinho e tentar escalar o escorregador. Tímida, a menina apenas sorriu e assentiu ao ser perguntada se gostava daquele lugar. “Como ela (Ísis) ainda não está na creche, aqui é onde ela interage e faz amigos. Converso com várias mães também. O Taguaparque é bem próximo da nossa casa, conseguimos vir a pé. É muito prático”, celebrou.

A apenas 20 minutos de Taguatinga, encontra-se o Parque Bosque do Sudoeste, que dispõe de quadras poliesportivas e de areia, anfiteatro, playground, aparelhos de ginástica, banheiros e ciclovias. Muito visitado, o local abriga várias atividades, como aulas de patins, lian gong, crochê e até apresentações de chorinho aos domingos. Há opções para todos os públicos. “O acesso a atividades de lazer, como a presença de parques, devia ser um direito universal. Reconheço que é um privilégio ter esse espaço em frente a minha casa”, afirmou Pedro de Almeida, 35 anos, que jogava basquete na quadra do bosque.

O profissional da educação física também ressaltou a relevância do espaço para relaxar após os estudos e o trabalho. “Estudei por duas horas hoje de manhã, minha mente estava cheia e vim aqui para desestressar. Muitas vezes, também caminho com minha cachorrinha. Ter esse verde ao redor é benéfico para todos. Ajuda a acalmar a mente e o corpo”, completou Pedro.

Aos sábados, das 9h às 12h, ocorre uma oficina de xadrez no Parque Bosque do Sudoeste. A atividade é aberta ao público e atrai frequentadores de diferentes idades e perfis, reforçando a versatilidade do espaço que vai além das práticas esportivas convencionais.

Frequentador assíduo do parque, o militar Rodrigo Oliveira, 43 anos, comentou que descobriu as atividades por acaso durante sua rotina de exercícios. “Eu sempre me exercito aqui e vi a placa com a divulgação das atividades, então comecei a participar”, relatou. Residindo em Brasília há cerca de dois anos, vindo do Rio de Janeiro, ele elogia a estrutura do parque. “Uma melhoria que era necessária foi na parte dos banheiros, que estavam muito deteriorados. Já passaram por uma reforma. Comparado ao meu estado, a qualidade aqui é excelente. A estrutura de Brasília é muito melhor que em muitos lugares”, disse.

A fisioterapeuta Cris Freitas, 54 anos, também participa da oficina de xadrez e destaca a variedade de atividades como o principal atrativo do parque. “Comecei a vir aqui por conta das atividades. Trabalho com coluna, sou RPGista, instrutora de pilates, mas adoro participar das aulas de dança e também do lian gong”, contou.

Para ela, o espaço ultrapassa o simples exercício físico, promovendo integração social e bem-estar mental. “Eu valorizo muito o trabalho de corpo e mente. Acredito que é essencial ter momentos de interação social, jogando com outras pessoas, em vez de só estarmos jogando sozinhos no celular. Isso é importante, mas é fundamental que existam momentos diferentes”, avaliou.

Conforme Cris, as aulas proporcionadas durante a semana ajudam a criar uma rotina saudável e acessível para diversas pessoas. “Tem funcional à segunda, quarta e sexta, às oito da manhã e às cinco da tarde, além do lian gong também nesses dias. Trabalhar o equilíbrio e a mente junto com o corpo é primordial”, explicou. Com uma formação recente em saúde integrativa, ela enfatiza a importância de iniciativas públicas que priorizem o cuidado integral. “Amo incentivar as atividades aqui. Trabalho em conjunto com nutrição, psicologia e fonoaudiologia. Não é só sobre postura, mas realmente desenvolver tudo”, finalizou.

Respeito pela natureza

No Parque Ecológico de Águas Claras, os visitantes não deixaram de se interessar pelos animais silvestres que habitam a região próxima a um lago. Todos pararam para admirar uma família de capivaras que passava em fila indiana. Além das famosas do cerrado, havia gansos, patos, saguis, carcarás e uma variedade de aves e peixes.

Uma das cenas mais intrigantes foi quando um carcará subiu em uma capivara altamente relaxada, quase dormindo, para se alimentar de seus carrapatos. Em outro instante, pelo menos três saguis se deliciavam com mangas e bananas. Adelson Silva, 64 anos, morador de Belo Horizonte (MG), ficou maravilhado. “Deveria haver um parque assim em todos os lugares, porque aqui há vida. Onde moro até tem parque, mas é muito menor. O Parque de Águas Claras é muito bem cuidado, é o melhor que conheço”, descreveu o militar da reserva, que visita o DF mensalmente para ver o filho.

Enquanto caminhava há duas horas com o neto, que é apaixonado por animais, ele afirmou: “Os bichos, quando não são maltratados pelos humanos, estão sempre por perto e isso é admirável, porque todos coexistem em harmonia. Para a criançada, é essencial ter esse contato e aprender sobre o respeito aos animais. É primordial que aprendam a preservar essa riqueza desde cedo”, argumentou Adelson.

Lazer e cuidado

Quem também não deixa de lado sua rotina ao ar livre é o militar Wesley de Sousa Silva, 55 anos. Residente em Vicente Pires, ele frequenta o Taguaparque quase todos os dias — cerca de cinco vezes na semana — sempre acompanhado do filho Kauan, de 4 anos. Ele considera o parque o refúgio necessário para “sair do ambiente apertado e garantir contato com o ar puro”. Enquanto o garoto se diverte entre as pedaladas de patinete e o balanço, o pai aproveita para correr e realizar exercícios funcionais.

Apesar de ser fiel ao local, que visita há sete anos, Wesley fez algumas observações sobre a conservação das instalações. “A acessibilidade pode ser aprimorada, especialmente nas calçadas, e os brinquedos precisam de manutenção frequente”, lamentou.

Por sua vez, no Parque Ecológico de Águas Claras, a funcionária pública Daniela Silva, 45 anos, encontra a segurança que falta nas ruas. Após deixar a filha na escola, ela aproveita seus dias livres para correr e se exercitar entre as árvores densas do local.

“O parque nos proporciona a chance de praticar atividades físicas com mais segurança. Para mim, isso é fundamental, pois é complicado se exercitar apenas efetivamente nas ruas. Aqui, sinto que o ambiente é bem cuidado, e a pista é tranquila para treinar”, afirma Daniela, que costuma dedicar pouco mais de uma hora à atividade física antes de seguir com sua rotina.





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