No dia 19 de agosto, comemoramos o Dia Nacional do Ciclista, data em que a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) enfatiza itinerários que oferecem a oportunidade de explorar o estado de bicicleta. Esses caminhos atravessam áreas rurais, trilhas, montanhas, rios, praias e pequenas comunidades. A proposta visa promover um profundo contato com a natureza, ao mesmo tempo em que proporciona uma imersão nas histórias e tradições locais.
Pedalando Entre Natureza e História
Do ABC paulista ao Alto Tietê – O Caminho do Sal tem um trajeto de 53,5 quilômetros que vai de São Bernardo do Campo, passa pela Vila de Paranapiacaba, em Santo André, e termina em Mogi das Cruzes. É uma ocasião imperdível para conhecer um dos mais tradicionais percursos do Brasil. Essa rota ecoturística é bastante procurada por praticantes de mountain bike. Os ciclistas podem optar por percorrer o caminho completo ou dividi-lo em partes: Caminho do Zanzalá (16 km entre São Bernardo do Campo e Santo André); Caminho dos Carvoeiros (10 km em Santo André); e Caminho de Bento Ponteiro (27,5 km entre Santo André e Mogi das Cruzes). O tempo médio para percorrê-lo é de aproximadamente 5 horas.
Recordações – A Rota da Madeira é um trajeto de 34 quilômetros, ideal para mountain bike, que atravessa uma região montanhosa repleta de florestas e preserva a memória das antigas trilhas utilizadas para o transporte de carvão. O tempo médio para completar esse percurso é de 4 horas.
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Serra Negra – No município, as aventuras de pedalada são variadas. Existem seis rotas destinadas ao mountain bike e quatro para bike speed, com níveis de dificuldade que vão do fácil ao desafiador, passando por estradas de terra, caminhos rurais, fazendas e bairros locais. Por exemplo, a Rota dos Lagos, com 21 quilômetros e nível fácil/médio, possui 476 metros de desnível e passa pelo Parque Ecológico Adib João Dib; já a Rota das Capelas alcança 50 quilômetros e requer maior preparo físico, incluindo trechos pelo Morro Shangri-la e Morro Rosseral. Para quem deseja saborear o interior, ainda existem a Rota do Café (mountain bike) e as Rotas do Queijo e Vinho.
São José dos Campos – Um destino perfeito para amantes da aventura, natureza e da cultura local. As ciclorrotas em São José dos Campos oferecem percursos que atendem a todos os níveis de habilidade – de iniciantes a ciclistas experientes. Entre os destaques, estão a rota ciclística dos Muriquis, partindo do Parque Ribeirão Vermelho; a rota São José dos Campos, que sai do Parque Municipal dos Pássaros; e a rota que leva à Represa do Jaguari.
Valorizando a Paisagem
Socorro – Com mais de 1.300 quilômetros de rotas rurais, trilhas e estradas de terra, os caminhos proporcionam vistas deslumbrantes da flora e fauna locais. Quatro rotas principais se destacam: Caminho Turístico Rio do Peixe (ou Ciclovia Rio do Peixe), da Pompéia, do Centro Histórico e do Cristo. Não deixe de visitar o Colina Bike Park, que possui mais de 20 trilhas para todos os níveis de habilidade, desde iniciantes até ciclistas mais experientes. Além disso, vale a pena conferir o Centro Cultural Movimento – Museu 2 Rodas, que narra histórias de personagens que influenciaram o motociclismo e o ciclismo no Brasil.
Vale do Ribeira – A Rota Pedal da Barra, localizada em Barra do Turvo, tem início no bairro Rio Vermelho e oferece caminhos que percorrem a Área de Proteção Ambiental (APA) Rio Vermelho e Rio Pardinho, adentrando áreas do Parque Estadual Rio do Turvo. O tempo médio dessa rota é de duas horas e meia.
Itanhaém – A cidade oferece cerca de 26 quilômetros de praias, baías, pequenas enseadas e costões rochosos. Entre as opções de roteiros estão: Histórico/Cultural; Praias de Itanhaém; e Cachoeira Três Quedas, além de rotas intermunicipais associadas à pesca e à trajetória de Anchieta. A cidade também promove atividades para grupos de ciclistas, com passeios diurnos e noturnos.
Guararema – Oferece trechos que permitem caminhadas, mountain bike e cicloturismo, com paisagens verdes e caminhos que seguem o antigo traçado da Estrada de Ferro Central do Brasil, ligando a estação ferroviária do centro à charmosíssima Vila de Luís Carlos. Na cidade, há muitas outras rotas, como a Rota Verde, que conecta a Vila de Luís Carlos ao Parque Municipal da Pedra Montada por meio de estradas asfaltadas, de terra e de cascalho.
Cuesta Paulista – Uma nova oportunidade para trocar o carro pela bicicleta. Em Itatinga, as estradas que interligam os pontos turísticos têm atraído a atenção dos visitantes. O projeto Cuesta Cicloturismo, ao qual o município pertence, oferece uma variedade de roteiros para experiências de aventura sobre duas rodas.
O ciclista pode selecionar entre diferentes percursos com variadas distâncias e ritmos. Por exemplo, a Rota 17K Horto passa por estradas de terra até a estação ambiental ESALQ-Horto Florestal, um dos mais antigos horticultores florestais do Brasil. O trajeto atravessa matas nativas e exóticas e termina em uma linda cachoeira. Já a Rota 26K Igrejinha/Abadia/Sabesp/80 Alqueires passa pela célebre Abadia de Itatinga e pela represa da Sabesp, com tempo médio para completá-la de cerca de uma hora e quinze minutos.
Itapeva – A cidade tem um dos maiores territórios do estado, com um relevo bastante diversificado, que agrada ciclistas de todos os níveis. O Circuito Caipira de Cicloturismo parte da catedral, atravessando vales, montanhas, cachoeiras, vilarejos e áreas rurais. A Rota dos Cânions, que passa pelos Cânions Itanguá, Pirituba e Bom Sucesso, é um ponto de destaque, oferecendo vistas de tirar o fôlego.
