As áreas protegidas estão novamente sob o olhar atento do Congresso Nacional. Em um intervalo inferior a trinta dias, o Senado autorizou a diminuição de quase 40% da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, situada no Pará, enquanto a Câmara dos Deputados acelerou a tramitação de propostas que visam revogar a ampliação da Estação Ecológica (Esec) de Taiamã, localizada no Pantanal mato-grossense, além de reduzir a Área de Proteção Ambiental (APA) Baleia Franca, em Santa Catarina. Um levantamento realizado pelo GLOBO, com o suporte do Observatório de Leis da Frente Parlamentar Mista Ambientalista e da Rede Pró-UC, revelou 13 propostas em andamento que impactam diretamente as Unidades de Conservação (UCs), seja por meio da redução de limites, alteração de categorias ou até mesmo tentativas de extinção.
Esses casos se inserem em um fenômeno reconhecido no cenário global como PADDD (Protected Areas Downgrading, Downsizing and Degazettement), que abrange processos de diminuição, recategorização e eliminação de áreas protegidas. De acordo com a ONG ambiental WWF-Brasil, entre 1988 e 2018, o País registrou 46 iniciativas desse tipo, o que reflete uma preocupação crescente com a preservação dos nossos recursos naturais.
