Parque Estadual reforça a proteção da Mata Atlântica, contribuindo para a salvaguarda de nascentes e biodiversidade em São Paulo
A paisagem natural que se estende entre Cotia e Ibiúna recebeu uma nova adição significativa à sua preservação ambiental. O Governo de São Paulo fez o anúncio da criação do Parque Estadual do Morro Grande, transformando a antiga reserva florestal em uma Unidade de Conservação (UC) com status de Proteção Integral. Essa classificação é dedicada à conservação do meio ambiente e ao uso indireto dos recursos naturais. Essa transformação representa um avanço notável para a proteção da Mata Atlântica e enriquece a função da região na segurança hídrica da Grande São Paulo.
O Governo de São Paulo eleva a Reserva do Morro Grande à categoria de Parque Estadual de Proteção Integral; confira as mudanças.
Foto: Reprodução/YouTube / Bons Fluidos
Um avanço significativo para a proteção da Mata Atlântica
A administração do novo parque ficará a cargo da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) através da Fundação Florestal. Com isso, ele se junta à rede de áreas protegidas do Estado. Com mais de 10 mil hectares de vegetação nativa, o Morro Grande é vital para a preservação das nascentes e cabeceiras do rio Cotia, que é um dos responsáveis pelo abastecimento de água para mais de 400 mil habitantes da Região Metropolitana de São Paulo.
O anúncio da criação da UC ocorreu durante o Summit Agenda SP + Verde, realizado no Parque Villa-Lobos. “Esse parque é extremamente importante […], no fim das contas, estamos falando sobre a proteção dos mananciais, das nascentes que beneficiam mais de 400 mil pessoas da região Metropolitana de São Paulo. Estou certo de que é um passo significativo”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
Alterações com a nova classificação
Como uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, o parque terá um conjunto de regras mais rigorosas sobre o uso de sua área. A exploração de recursos naturais está proibida, e as atividades permitidas incluem: pesquisas científicas; iniciativas de educação ambiental; e visitação ecológica supervisionada. A expectativa é que o parque receba visitas guiadas a partir do primeiro semestre de 2026, ampliando o acesso da população ao conhecimento ambiental sem comprometer a conservação da área.
Um imenso espaço verde na Região Metropolitana
A magnitude do novo parque é impressionante. São 10.870 hectares, equivalente a aproximadamente 10 mil campos de futebol e 60 vezes a dimensão do Parque Ibirapuera. Estima-se que 87% dessa área é coberta por vegetação nativa, sendo uma das maiores extensões contínuas de Mata Atlântica protegida que podemos encontrar na região. O Parque abriga nascentes e riachos cruciais que alimentam reservatórios como a Represa da Graça e a Represa Pedro Beicht, fundamentais para o sistema hídrico que abastece centenas de milhares de moradores.
A rica biodiversidade do Morro Grande é um dos atrativos principais dessa nova UC. A floresta abriga cerca de 290 espécies de árvores nativas; aproximadamente 198 espécies de aves; uma diversidade de mamíferos; e uma importante comunidade de aranhas-orbitelares (Família Araneidae), conhecidas por serem indicadoras de ambientes ecologicamente saudáveis. A presença dessas espécies reforça a importância ecológica da região e a necessidade de ações contínuas de conservação.
Conservação para o presente e futuro
A fundação do Parque Estadual do Morro Grande solidifica a proteção de um dos últimos grandes remanescentes da Mata Atlântica na Grande São Paulo. Além de assegurar a conservação da biodiversidade, o parque desempenha um papel crucial no equilíbrio do clima, na geração de água e na manutenção dos serviços ecossistêmicos que sustentam a vida urbana.
